Do primeiro ano de casamento e sua (des)rotina

Hoje, em vez da aula de spinning, um telefonema me fez voltar correndo para casa afim de aproveitar as últimas horas da noite ao lado da minha Lore. Não estava programado, mas ela terá que viajar amanhã a trabalho, enquanto eu sigo na minha rotina agitada de trabalho em agência. Serão poucos dias, e eu sei que, uma hora ou outra, terei que me acostumar a essas viagens repentinas. Faz parte da profissão e também porque é de rotina que vive um casal. E, por falar em rotina, na próxima semana completaremos um ano de casamento.

Sabemos que, após a junção dos nossos paninhos de bunda, muita gente ficou curiosa sobre o desenrolar da vida a duas. E se não matamos essa curiosidade, foi mais em função da delícia que era vivê-la a contá-la. rs. Não exigimos para nós o papel de especialistas quando o assunto é casamento. Portanto, nada de dizer que isso faz parte do início, que só poderemos nos considerar experientes no matrimônio quando esse completar os seus zilhares de anos e blá blá de quem adora ser superior em tudo e talz. Acredito piamente que a nossa rotina não diferencia em grandes coisas da rotina de tantos outros casais.

Contudo, seria indigno justificar a delícia desse primeiro ano simplesmente por ter sido o primeiro e da alta probabilidade de tudo parecer uma eterna lua de mel. A rotina, que inquieta qualquer geminiano (esta que vos fala) sagaz pelas aventuras fictícias mais esdrúxulas, foi o melhor ingrediente para que tivéssemos a certeza que toda a luta anterior a esse ano valeu a pena.

Eu gosto, particularmente, de uma cena que aconteceu há pouco tempo conosco (gosto tanto que conto pra todo mundo, detalhe básico se você que nos lê identificar alguma familiaridade na situação), quando da compra da nossa TV. A necessidade de aquisição daquela que, até pouco tempo atrás, era item supérfluo para mobília da casa surgiu ao encontro da nossa paixão por cinema e da minha cegueira e chatice (conjunta) em assistir filme em notebook.

Então, parar no meio do corredor do shopping e pensar que, há um ano, ignorávamos a futura escolha de uma TV para podermos assistir a filmes em uma tela maior – sendo que grande parte da mobília da nossa casa foi construída a partir de colaborações amigas – é sim uma conquista. Não da TV em si, é claro. Uma conquista por estarmos conciliando grandes sonhos de vida e pequenos desejos cotidianos.

Pode parecer bobo, e é. Porém, a rotina é feita disso: das pequenas coisas que não imaginamos que sejam importantes, e que se tornam essenciais para encher nosso peito de orgulho; tal como quando a gente já consegue avistar um momento em que, finalmente, teremos um espaço maior e mais aconchegante para morar, quando nos damos ao pequeno luxo de adquirir uma máquina de lavar ou conseguimos desentupir o ralo; também quando constatamos que nenhuma receita de internet dá certo na nossa cozinha; quando já sabemos decoradamente a frase que a outra vai disparar em determinada situação; e, ainda, simplesmente quando vemos que podemos largar o emprego e dar a cara pra bater em outro projeto não porque estejamos bem financeiramente, mas porque a companheira nos dá a certeza de que “damos um jeito”.

Simbolicamente, nada é menos, e tudo tem sim a mesma proporção quando se trata de rotina. E ter a mesma proporção significa ter um elevado grau de dificuldade e de satisfação constantes. Somente porque a grandeza da felicidade reside na união, que não se embarreira no cansaço, no mau humor e na redução de horas/sexo, em detrimento de horas/trabalho/estudos.

É, por isso, que prefiro chamar de (des)rotina: a rotina do casamento que é a aventura que todo geminiano pediu a Deus!

</post criado há dois dias e postado apenas hoje, sabe-se lá o porquê>

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4 pensamentos sobre “Do primeiro ano de casamento e sua (des)rotina

  1. Tu posta um ano depois,mas ainda mata nós com tanta beleza de palavras,com tanta beleza de amor!!
    Não me canso de ler e (re)ler blogs de histórias emocionantes como a de vocês,minhas ídolas!!
    Que esse amor puro e sincero que as une seja eterno! Não me canso de dizer,sou fã de vocês!!
    Beijos

  2. Oi! Andava saudosa de ler as notícias desse cantinho. Então, que a grandeza da felicidade visite sempre o lar doce lar de vocês! 🙂

  3. Lu eu me identifico tanto, mas tanto com tudo isso que você disse! Para mim a rotina também é uma aventura, e tem sido durante todos esses anos: a maior aventura de todas. O amor dá um tempero, um sei lá o que de sabor diferente a cada dia, no exercício da convivência, que torna tudo tão mais gostoso!!

    Parabéns mil vezes pelo amor de vcs, que sirva sempre de modelo para aqueles que duvidam que é possível ser feliz – e muito – ao lado de um único alguém. Beijos gigantes!

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