Não vai mais ter casamento

Já que todo mundo adora a máxima de “o tempo tá voando”, que tal fingirmos que o último post do Em Cores Almodóvar foi ontem, não há quase cinco meses? Eu acho a ideia bacana, e vocês?!

Então, vamos lá, porque, de ontem pra hoje, já aconteceu muita coisa pelas bandas de cá. Algumas boas, outras nem tanto. Comecemos por explicar o título deste post, antes que o site Ego noticie que o casal Lu e Lore se separou. Não, nós não nos separamos, jamais cogitamos isso, e vamos excluir essa opção para (felizes para) sempre.

Acontece que não vai mais rolar a festa (aaahhhh) de casamento, que estava prevista para agosto deste ano. Não sei se posso considerar isso, ao certo, como um adiamento, uma vez que decidimos que há coisas mais urgente$ para executarmos neste ano; como, por exemplo, cursar pós-graduação. Tanto eu quanto ela resolvemos voltar a estudar tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora, e o dinheiro encurta mais do que nunca. Além disso, também estamos num momento de arrumar a casinha, comprar móveis novos e decentes para ela, de planejar economia para – quem sabe?! – daqui a 2 anos adquirirmos um imóvel próprio e execrar o aluguel das nossas vidas.

Embora pareça, não há uma satisfação da minha parte em anunciar isso. Talvez, uma sensação de resignação e de entender que, realmente, não podemos ter tudo o que desejamos. Concluímos (na verdade, a Lore concluiu mais do que eu) que merecemos uma boa festa de casamento, e os nossos convidados também. Por mais simples que fosse essa celebração, ela sairia cara para o nosso bolso furado. Eu já chorei por isso, ainda dói no meu coração a ideia de me conformar apenas com uma assinatura de união estável sem a devida comemoração disso, mas o mínimo de sensatez que possuo me conforta. O melhor é que a festa só fará falta até não fazer mais, porque o casamento já existe em definitivo, mesmo que ainda não tenhamos assinado os papeis da união estável. Desde quando o amor nos uniu, na forma mais piega impossível, estamos aliançadas e protegidas por Deus.

Boas notícias do front

Esses cinco meses…ops! Esse um dia de silêncio pelo Em Cores Almodóvar foi marcado por um grande acontecimento. Durante o Carnaval, eu e a Lore fomos agraciadas com a visita dos pais dela (leia-se: aaaaaahhhh). A visita foi super espontânea, eles se propuseram a passar um final de semana com a filha que, danada que só ela, não quis se abster de apresentar sogros e esposa. Quando eu recebi a notícia da vinda deles, fiz um escarcéu, e recebi vários “Ahn, Lu, eles são ótimos”. E eu não duvidava, afinal, colocaram uma filha linda no mundo para mim *_* O que ninguém entendia é que, exatamente, por eles poderem ser tão legais é que eu me sentiria intimidada. Sem falar que eu receava o julgamento deles acerca da minha pessoa. Vai que eles pensassem que eu não estava à altura da filhota (maravilhosa <3) deles!!

Quando os encontrei, pareci a Amélie Poulain se desmanchando.

Eles também estavam inquietos, ansiosos e inseguros, eu percebi. O saldo do rápido encontro de dois dias, a meu ver, foi super positivo. Não tenho conhecimento do que eles acharam de mim, ou de nós duas juntas. Foi algo novo para eles que, tão recentemente, se certificaram que tinham uma filha lésbica. Mas, exatamente, por terem se disposto a vir, conhecer a casa da filha, a cidade em que ela vive, e a esposa, eles foram admiráveis e deram um largo passo ao encontro de um melhor entendimento com a própria Lore. Pois, acredito, que o mais importante não é que eles apoiem um relacionamento dela (comigo), mas que percebam que ela é normal, que eles podem voltar a ser pais e filha naturalmente, e que ela continua sendo a filha que eles educaram e por quem sempre torceram.

Eu poderia dizer que sinto inveja do caminho que eles estão traçando para recuperar confiança e solidificar-se enquanto família, mas não sinto. A situação com a minha mãe é extremamente diferente. Ela é uma senhora de seus 70 anos, que precisa ser cativada, o que demanda mais boa vontade de minha que dela. Eu sei que, a qualquer momento, há de se alcançar uma compreensão mínima da parte dela. Enquanto isso, vou me deliciando com a sensação de ter sogro e sogra (ela volta para uma nova visita, em junho ^^) à minha volta, coisa que aprecio muito pela possibilidade de ter mais uma família.

Até à próxima, espero que daqui a outros cinco meses em breve.

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11 pensamentos sobre “Não vai mais ter casamento

  1. Hummmmm… a gente pode pelo menos comprar umas margueritas e pedir uma pizza para comemorar a assinatura de união estável de vocês =D

  2. Primeiramente gostaria de informa-las que ficar sem escrever por 5 meses faz mal a saúde.
    Olha, olha… vou deixar voces de castigo e pararei de postar fotos da Mariah por 6 meses tá?
    Que coisa chata, merecedoras de umas palmadas.
    A gente vinha aqui que nem tietes de torcida organizada ver como andava o tão sonhado “vamos morar juntas”, e agora que juntaram escovas, toalhas, travesseiros somem assim?

    Podem se recompor do tempo que sobra e vim aqui escrever, sempre.
    Escutaram bem, Lu e Lore? rs

    Recado dado ein !

    Piu brava no comando !

  3. Comentário nº 2- Onde vocês moram?
    Onde é a cidade dos ogros (ops…sogros)
    Onde é a cidade da Lore.

    Acertem os ponteiros na minha cabeça kkkkkkkkkkkkkkk

    bjs Piu

    • Onde é a cidade da Lore? Ih, Piu! Vc quem me deu um nó, agora! ahahaha.

      A Lore é moça viajante, que já até perdeu onde nasceu. Mas os pais dela moram no interior da Bahia, enquanto nós moramos em Beagá city! =P

  4. Um viva pelo aumento da família! Sempre vi sogro e sogra dessa forma que você vê: como mais membros de uma grande família. E assim que é bom, quem não gosta de ser querido e estar cercado de pessoas que se preocupam minimamente com você, né?

    Outra coisa, ânimo! Ano passado, um mês antes de sabermos da existência da Vale assinamos a união estável. Também não teve festa ou bolo, mas tá valendo. Eu e Felipe não somos nada apegados a essa ideia de casório, nunca fomos até hoje, ao mesmo tempo que se um dia bater vontade, ambos estão dispostos a repensar. O que importa é isto que dissestes, a sensação diária de união, de construção.

    Ademais, quando vierem para passar o carnaval aqui, eu já convidei e insisto, venham (nós vamos para a Sapucaí!), a gente toma uma gelada na Lapa e brinda às uniões mais que estáveis e felizes, combinado?

    Beijcoas

    • Eu nunca imaginei que pudéssemos ser mais chiques e brindarmos ao casório, em plena Lapa. Seria biutiful, Fefê! Nós animamos muito o convite todo, afinal, quem convida é quem paga as passagens ida-volta, garante a hospedagem e o turismo pelo Leblon de Manoel Carlos. COMBINADÍSSIMO!

      aAHAHAHAHA

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