Seis meses: we survived

Já está fazendo seis meses que eu e a Lore juntamos as calcinhas, as escovas de dente e as contas de água, luz, telefone etc. Está fazendo seis meses que decidimos que esses seriam os primeiros tempos de uma longa história; e que nem uma, nem outra poderia sair dela imune de felicidade.

Já são seis meses que estamos juntas há mais tempo que nunca; e já são seis meses que temos descoberto as delícias e as enrascadas de uma vida a duas:

acordar junto é a melhor coisa do mundo, mesmo que uma saia mais cedo que a outra;

eu preciso de um espaço, e ela também. E às vezes vai ser difícil entender – e definir, e explicar – isso;

– eu não vou mudar. Ela não vai mudar. Mas a gente precisa se adaptar o tempo todo;

– passar 8h diárias num ambiente estressante de trabalho pode até me dar vontade de cair na esbórnia, mas é só o colo quente dela, me deixando chorar, que vai me fazer sentir melhor e esquecer todas as frustrações de um dia aperreado;

– e não adianta a gente se ver todas as manhãs antes de ir trabalhar, todas as noites depois do trabalho, nem passarmos todos os finais de semana juntas. As poucas horas distantes esmagam de saudades;

– já sabemos que a promessa de “nunca durma brigada” vai por água abaixo na primeira vontade de ser compreendida. Se uma acha que está certa, vai querer levar isso até o fim. E vai acabar estando certa somente porque todo mundo merece seu tempo de estar chateado, mesmo que esse tempo dure umas 24h ou até o próximo pedido de desculpas;

–  nos sentimos como em uma eterna lua de mel, e queremos comemorar cada mês juntas de forma diferente. Mas o chato é que a lista de presentes no bloquinho também aumenta a cada descoberta de gostos, de olhares… e a gente não sabe se agrada mais pagando nas contas ou comprando aqueeele best-seller;

– temos que lavar roupa suja; e temos realmente tem que limpar casa. Roupa suja e poeira são espécies de pragas: a gente passa mais horas em casa limpando o chão e lavando roupa do que sujando roupa ou chão;

– fazer a compra do mês não significa que, volta e meia, a gente não dê uma passadinha pelo mercado e volte com mais sacolas do que mãos;

– talvez, discutamos muito mais do que antes e que role o dia em que a vontade de sair batendo a porta na cara dela é do tamanho da vontade de matar o cachorro da vizinha; mas no final, a gente descobre que aquilo era só TPM e que “não adianta gritar, espernear, a gente não vai se deixar”;

– somos militantes da sustentabilidade, porque tuppeware nunca é demais. Por isso, ficamos de olho nos produtos cujas embalagens podem ser reaproveitadas para congelar feijão ou guardar tempero;

– cebola nunca é demais, alho também não. Mas o que não pode faltar mesmo é o nissin miojo na despensa;

– a nossa casa acaba virando uma extensão do nosso sonho de infância/adolescência/morte/pós-morte: se eu nunca gostei do jeito que a minha mãe decorou a casa dela, é agora que coloco a mão na massa e me acho a entendida nas tendências decoratícias; se ela já era organizada, tá a própria Monica Geller; se já éramos caseiras, estamos quase ermitães;

– não importa se a casa é alugada, comprada, hipotecada. A gente tá pagaaando…então, é nossa e tem que ter a cara das duas;

– não tem como esconder idas ao banheiro ou problemas (soluções) intestinais. Deal with it!

– além do ciclo menstrual, temos que nos ligar no calendário de liquidação, nas datas de corte de abastecimento de água no seu bairro e, principalmente, no dia de retirar o lixo da área de serviço. São vários calendários colados na geladeira, na agenda, na cabeça…;

– a gente fica se questionando em porquê ainda não inventaram produtos e condimentos de 10g. Sempre fica sobrando algo na geladeira, e a gente sabe que vai estragar e que tem mta gente passando fome por aí;

– as formigas e as moscas são minhas inimigas mortais. Nem importa se a minha esposa é entomóloga; os insetos precisam morrer para a estabilidade familiar;

– copos são seres estranhos: quanto mais nós temos, mais ela os quebra e mais necessidade de comprá-los existe;

– podemos ter dois contra-cheques, e zilhaares de aumentos de salário, mas tem dinheiro de menos na conta;

– descobrimos que fútil e supérfluo são a mesma coisa, porque tudo sai do orçamento.

O melhor é que, apesar dos pesares, nós sobrevivemos porque somos perfeitas uma para a outra. Pelo menos, ela é para mim 🙂

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12 pensamentos sobre “Seis meses: we survived

  1. E você é perfeita pra mim!!! Não vou comentar item por item, primeiro pq estou no trabalho e segundo porque nem sei o que dizer, de tão perfeito que tudo ficou. E eu nem sabia desse texto, mas não podia concordar mais com cada coisinha lembrada… Só UM adendo: você quebra tantos copos quanto eu. 😛

    Te amo, meu amor! Os últimos seis meses foram os mais mágicos, mais lindos, mais completos da minha vida. Obrigada por isso. 🙂

  2. E mais seis meses e mais seis, mais seis…. Mais sessente!!!
    Muitas felicidades, meninas 😉

    P.S. Eu quase consigo imaginar a Loris meio Monica, juro procês! hahaha

  3. hehehe….nem é necessário dizer que fico mega feliz por vcs né?

    Lores, não conheço mto bem a sua amada, mas sou mega fã das duas, por ter a certeza de que ela é tão especial quanto vc, afinal, como a Fefe me falou: OS SEMELHANTES SE ATRAEM.

    Que venham muitos outros 6 meses nesta bela união

  4. Coisa máááááár linda é vcs duas!!! *-*
    Eu fico cada vez mais feliz por ver tanto amor e tanta felicidade!!
    Que esses seis meses se transformem em seis séculos!!
    E Lore,eu vejo MUITO vc de Mônica Geller!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk’
    Beijos,flores preciosas da minha vida!!

  5. os posts deste querido blog me remete ao tempo em que eu tinha tempo de ser romântica e de escrever para e da Ti.

    Hoje, estes posts ficam no esquecimento porque as tias corujas só querem ler sobre Mariah… e escrevo sobre ela com as letras do meu amor subentendido pela Ti…

    Feliz 6 meses, feliz 6 meses de miojos divididos, de copos quebrados, de poeira na casa…

    Que os calendários da geladeira marquem mais e mais os meses e anos deste lindo amor.

    Bjs Piu

  6. Nossa gentem como é que não vi isso aqui??? Caramba, fiquei vidrada em cada detalhe, se vcs remexerem meu blog vão achar algumas coisas semelhantes de TÃO igual que é a nossa vida.

    É legal demais toda essa descoberta. Vejo vcs juntinhas pra sempre, mesmo que tenham suas diferenças, que impliquem uma com a outra, que não consigam cumprir a meta de “nunca dormir brigada” (a gente também não! kkkkkkk). Importa é essa vontade aí, essa frase que você colocou: “talvez, discutamos muito mais do que antes e que role o dia em que a vontade de sair batendo a porta na cara dela é do tamanho da vontade de matar o cachorro da vizinha; mas no final, a gente descobre que aquilo era só TPM e que não adianta gritar, espernear, a gente não vai se deixar”.

    É isso que a gente sente e é o que eu acho que o amor faz com a gente. Muita muita muita felicidade pras duas!! Beijãoooo escrevam mais vezes please!

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