EM TONS PASTÉIS

Outubro chegou e me deixou feliz, feliz, porque estou cada dia mais perto daquela que me faz ainda mais feliz. Mas Outubro também é/foi mês de eleições e, invariavelmente (e voluntariamente), precisamos entender o que acontece com aqueles que são responsáveis pelo rumo que o país vai tomar. E que também são responsáveis pelas decisões que afetam diretamente a vida de quem mora nesse dito país. São responsáveis pelas decisões que mudarão (ou não), pra melhor ou pior, a minha, a sua, a nossa vida. E certas declarações me dão um medo danado de que as mudanças sejam pra piorar o que nem bom está.

Eu não tenho partido, eu não me declaro de lado nenhum, ando de acordo com as minhas convicções e, apesar de não votar, estou de olho no que os eleitos estão dizendo por aí. Não gosto do que a maioria diz, mas gosto menos ainda do que os “eleitos que se julgam Eleitos” estão propondo fazer. Tenho um asco tão grande de quem usa Deus como jogo político e, pior, de quem se vale do que é sagrado para abusar da vida das pessoas, de quem se acha acima dos outros, de quem tem um deus no próprio umbigo e acha que pode ditar verdades a outros seres humanos. Pessoas que usam o poder que têm sobre um povo temente para espalhar preconceitos, intolerância e discriminação por aí.

E pessoas assim ocupam cadeiras no Legislativo, e já disseram que vão legislar sobre a forma como eu amo, como me relaciono, sobre o meu direito de constituir uma família, sobre a legitimidade dessa família e dos filhos que eu quero ter um dia. Já disseram que vão lutar para que me discriminar, me ofender e humilhar, a mim e ao meu amor, não seja considerado crime, afinal de contas, não amamos ou vivemos do jeito “certo”. E se ousarmos apelar e reagir, estamos colocando uma “mordaça” na boca da “verdade”. Falam os donos da verdade. Tudo em nome de deus.

Que Deus? Não o de Amor que eu conheço e me conhece tão bem, que está tomando conta das nossas vidas e fazendo as coisas acontecerem para a nossa felicidade (graças, graças). Não conheço esse ser que condena algo que ele mesmo criou.Talvez porque tal ser mitológico só exista na barriga de quem usa e abusa do seu nome, quem não conhece a Verdade e o Amor. Eu conheço o Amor e acredito que seja sagrado, porque sinto Deus próximo a mim quando eu amo. Não preciso, e nem quero, pessoas me dizendo como meu coração deve se comportar ou tolhendo minha vida por fazer o que eu acho certo para mim. E muito menos quero saber de quem me usa para chegar ao poder, com a desculpa farisaica de que trabalha “pró Reino dos Céus”. De hipocrisia eu, sinceramente, estou farta.<

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3 pensamentos sobre “EM TONS PASTÉIS

  1. O período eleitoral é cheio de contradições e podemos considerar como vítimas até os religiosos, que pensam estar serem usados em prol dos dogmas de suas respectivas religiões. Quando, na verdade, ao chegar ao poder, o dito eleito nem sequer lembra das discussões e nas alianças que formaram e o levaram até o cargo almejado.

    Por isso, ao passo que tb me revolto muito por também estar sendo 'usada' para atrair alianças eleitoreiras, as discussões hoje sobre o aborto, sobre o casamento gay, sobre adoção de crianças por homoafetivos só estão em voga porque tem muitos outros movimentos finalmente requerendo os seus direitos.

    Ou seja, embora tudo isso seja medieval e atrasado, porque o nosso Brasil como referência internacional de economia poderia estar debatendo coisas mais avançadas, eu sinto esperança em toda essa balela ser discutida seriamente fora das rodas politiqueiras. Que se tornem discussões civis e não religiosos.

    Se ngm entende o que é laicisismo, que haja um país para cada religião; porque, em um país, onde nem todos creem um deus ou creem em Deus com dogmas e morais específicas, não há o porque apenas uma vertente religiosa prevalecer sobres os direitos HUMANOS.

    Meu coração e meu corpo não podem ser legislados. E o meu espírito é Cristão e não religioso.

  2. Sinto Deus próximo a mim quando eu amo e também quando não amo, quando sinto raiva e ódio no meu coração, meus amigos sempre me acalmam e eu sinto que é Ele falando através deles.
    E o amor é lindo sim, sempre, de qualquer jeito, seja onde for!!!

    Amo ocêis duas aí, viu?

  3. “Eu sinto. Eu amo. Amém.”

    Nunca li um “amém” tão rico de sentido!

    De fato eu não sei o que me deixa mais triste: ver pessoas usando a fé alheia pra chegar ao poder ou pessoas deixando outras usarem e abusarem de sua fé transformando-a em hostilidade.

    Um xero pra vocês, meninas!

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