Love you too

Durante a feitura da Lista de Quinta, para o blog da Naty/Paty, entre inúmeros filmes que marcaram a Sessão da Tarde e não foram elencados, eu comentei com a Lore sobre um em especial: Ghost. Não sei – afinal passo a manhã e a tarde fora de casa, porque tenho mais o que fazer -,  mas acredito que há muito tempo não reprisam esse filme com o Patrick Swayze, a Demi Moore e a sempre excepcional Whoopi Goldberg.

Eu não o listei porque, de fato, ele não foi o mais marcante para mim, uma pequena infante, embora um detalhe dele tenha me perseguido por anos a fio. Alguém aí se lembra que, ao declarar ‘eu te amo’, a Molly (Demi) sempre recebia do Sam (Swayze) um simples ‘idem‘?! Lá pro final do filme, já espírito arrependido por nunca ter expressado em palavras como a amada desejava e anseava, ele resolveu dizer ‘eu também te amo‘. Foi uma despedida significativa do espírito e ela sentiu que o amor dele por ela era verdadeiro e blá-blá-blá… [/se não lembra, assiste aê! thanks]

Mesmo que o diálogo restrito de toda a película tenha me intrigado, em plena infância, sem eu nem ter voltado a assistir ao filme mais que uma vez, tentei evitar apelar ao seco ‘eu também...’ durante toda a minha vida recente, até que uma situação me exigiu apenas isso. O coração não sentia vigor e sinceridade em preencher as reticências, mas sim estranheza ao balbuciar pequenas e poucas palavras; daí passei a entender tudo diferente e mais real.

A princípio, penalizei-me bastante por não entender que – ao contrário do final bonitchênyo de Ghost – se faltam forças para repetir as três palavrinhas que ativam os sons dos sinos e as borboletas na barriga, é porque já não existe mais amor. Simples assim. Apertar o botão automático para o ‘eu também‘ com ponto (e acabou) é porque acabou.

Amor não é automático, não é repetição de palavras sem sentido e sem sentimentos. Amor é espontâneo, como quando o próprio ‘eu te amo‘ em si já parece ser inexpressivo para tudo de tão bonito que se sente, a ponto de ser necessário repeti-lo infinitas e sequenciais vezes: “eu te amo, eu te amo, eu te amo…eu também te amo…e muito“. ;D

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Em tempo, a minha companheira – @lorenaf – está vendo golfinhos em Natal – RN!

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2 pensamentos sobre “Love you too

  1. Que angustiante, sufocante, opressor deve ser ter que dizer o “eu também” sem sentir o “também”, né? Penso nisso me baseando justamente no contrário, em como é intenso sentir mais do que conseguir dizer, do que conseguir demonstrar em palavras, quando o “eu te amo” vira muito pouco, uma frase tão pequena na enormidade do que se sente.

    Quero nunca me sentir obrigada a dizer algo que eu não sinta; quero sempre repetir infinitas vezes a mesma coisa, de novo e de novo, tentando demonstrar na repetição a intensidade do sentimento que vai aqui dentro. Sempre e para sempre. 🙂

    Tua companheira voltou e está disposta a blogar logo, logo, fazer minha estreia no primeiro espaço que é nosso. =**

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